Mostrar mensagens com a etiqueta Tavaredenses com história. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tavaredenses com história. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Morreu o Jorge!...

A notícia correu célere. O Jorge Monteiro faleceu há poucas horas.

Embora fosse aguardada, não deixou de chocar todos quantos com ele conviveram.
Era um dos sete filhos do casal Benjamim Monteiro de Sousa e Isabel Cordeiro. Casado com a nossa conterrânea Maria da Piedade Lontro, tiveram dois filhos, dos quais tiveram a infelicidade de perder, muito jovem, o rapaz. Ficou a Luísa. A toda a sua Família as nossas condolências.

Foi um incansável trabalhador na Sociedade de Instrução Tavaredense. Trabalhava nos bastidores, colaborando com Mestre José Ribeiro na montagem nas cenas. E, além dos cenários, era sempre o Jorge que se encarregava da montagem do antigo estrado, por cima da plateia, para a realização de festas.

Foi nosso companheiro na equipa de basquetebol da SIT. 

Mais um 'Tavaredense com história' que desaparece! Paz à sua alma e que descanse em paz.

Casamento do Jorge e da Maria

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fernando da Silva Ribeiro



Filho de Gentil da Silva Ribeiro e de Emília Coelho de Oliveira, casou com Maria de Jesus Fernandes Serra, tendo duas filhas: Fernanda e Aurélia.


Faleceu no dia 9 de Setembro de 1978, com a idade de 79 anos.


Foi aferidor da Câmara Municipal da Figueira da Foz, pelo que percorria, frequentemente e de mota, que era o seu meio de transporte habitual, todo o concelho, para aferição de pesos e medidas dos diversos estabelecimentos.


Elemento preponderante do grupo cénico da Sociedade de Instrução, onde se evidenciou como ponto. Também exerceu as funções de professor na antiga escola nocturna desta colectividade, “tendo conquistado a simpatia de todos os seus conterrâneos e de inúmeras pessoas que a ele recorriam para tratar de assuntos comerciais”.


Aliás, foi dele a iniciativa da construção de um estrado em madeira para cobertura da plateia da sala de espectáculos que, em dias de bailes, transformava aquela sala num enorme salão de dança. Ainda nesta colectividade, foi, durante vários anos, o responsável pela biblioteca. Em sua memória, foi dado o seu nome à sala onde a mesma se encontra instalada. Foi sócio honorário em 1974.


Além de se dedicar, nos tempos livres, à carpintaria e ao amanho de umas terras de cultura, era emérito caçador e sócio dedicado do grupo de amigos “Os Inseparáveis”.


Ainda foi, por algumas gerências, presidente da Assembleia Geral do Grupo Musical e de Instrução Tavaredense.

Futebol do grupo 'Os Inseparáveis' - Fernando Ribeiro é o primeiro da esquerda, em pé




Caderno: Tavaredenses com História

segunda-feira, 4 de julho de 2011

José Fernandes dos Santos

Natural de Buarcos, onde nasceu no dia 14 de Outubro de 1919.


Desenhador profissional nos Serviços Municipalizados da Figueira da Foz, foi projectista de construção civil em regime liberal.


Desde muito novo que se dedicou ao teatro amador. Fez parte do grupo de amadores do Grupo Caras Direitas, onde representou várias peças, destacando-se, sobretudo, na célebre peça Redenção, em que figurou o papel de Jesus Cristo.


Grande amigo de Tavarede, onde criou profundas amizades, também colaborou na Sociedade de Instrução Tavaredense, participando no elenco das peças Conto de Inverno, Camões e os Lusíadas, Auto da Barca do Inferno e Mesa Redonda.


Entre outras peças, escreveu, para ser representado pelos jovens do nosso grupo cénico, a peça musicada, Raminho de Limonete, que alcançou muito sucesso.


Igualmente colaborou com outros grupos dramáticos do concelho da Figueira.


Foi presidente da Direcção da SIT, sendo de sua autoria o projecto do pavilhão desportivo da colectividade, que gentilmente ofereceu. Faleceu em 2006.


Uma cena de 'Raminho de Limonete', de sua autoria











Cderno: Tavaredenses com história

Ilda Stichini


Grande actriz do teatro profissional, foi dedicada amiga da Sociedade de Instrução Tavaredense, particularmente de José da Silva Ribeiro. Representou com o nosso grupo cénico num espectáculo levado à cena, em 18 de Julho de 1931, no teatro do Casino Peninsular, com a opereta A Cigarra e a Formiga, interpretando as figuras de A Fantasia e O Riso. “…Quando Ilda Stichini apareceu em cena, a assistência irrompeu numa extraordinária, prolongada e calorosa ovação, que bem lhe deve ter mostrado como é querida do público figueirense. Os versos da Fantasia disse-os a Artista ilustre com a vibração da sua delicada sensibilidade e a magia da sua voz. A assistência aplaudiu demoradamente, com sincero entusiasmo. Mas o número do Riso, que Alberto de Lacerda escrevera expressamente para Ilda Stichini, deixou verdadeiramente encantados os que o ouviram e se manifestaram com uma das mais vibrantes e espontâneas e demoradas ovações que naquele teatro se têm ouvido”.


Ilda Stichini nasceu no ano de 1895 e faleceu em 1977. Sócia honorária da colectividade, guarda-se ali o seu retrato, autografado, que ofereceu aquando uma das suas visitas.



Caderno: Tavaredenses com história

sábado, 21 de maio de 2011

Clarice Rodrigues Oliveira



Tavaredense, nasceu em Outubro de 1912, filha de João de Oliveira e de Guilhermina Rodrigues Cordeiro. Casou com António Martins de Sousa Gomes, e teve uma filha, Graça. Faleceu em 14 de Abril de 1988.


Muito nova, acompanhando seu pai e seu irmão António, começou a integrar o grupo dramático do Grupo Musical, revelando-se uma excelente amadora, participando em muitas peças, operetas e comédias. A propósito da sua interpretação na peça Noite de Santo António, um crítico refere “ tem voz, tem gesto, mas… teve medo, que a levou a fraquejar em certa altura. Deve perder esse medo; quando se possuem qualidades reais e verdadeiras, como ela possui, não há que temer e deve-se fazer realçar todos os recursos”.


Quando a colectividade terminou a sua actividade teatral, passou, com seus familiares, a fazer parte do elenco do Grémio Educativo, onde se manteve enquanto este teve actividade.


Seu marido, foi hábil músico, tendo organizado um conjunto que, ainda que por poucos meses, abrilhantou as festas do Grupo Musical.


Caderno: Tavaredenses com história

José Fernandes Matoso



No jornal “A Voz da Justiça”, do dia 28 de Abril de 1928, encontrámos a seguinte notícia:


“É, actualmente, raro o registo da morte de centenários no nosso concelho. Deu-se há dias o do sr. José Fernandes Matoso, natural do Saltadouro, freguesia de Tavarede, de quem hoje damos o retrato.


Era um tipo interessante, e conservou até final a lucidez de espírito. Casou pela primeira vez aos 38 anos, havendo desse matrimónio quatro filhas, das quais sobrevivem duas: Maria e Emília Loureiro Fernandes.


Casado em segundas núpcias com Emília da Silva Custódio Fernandes, houve deste matrimónio 11 filhos, dos quais sobrevivem 5: Teresa, Amélia, Beatriz, Celeste e João da Silva Fernandes. Deixa ainda 18 netos.


Em Novembro de 1902, sua mulher Emília Custódia, deu à luz três crianças, sendo duas raparigas e um rapaz.


Há 9 anos que o sr. José Fernandes Matoso vivia na Figueira. O retrato que hoje reproduzimos tem uns 4 anos”.

“… com a idade avançada de 107 anos, faleceu. Era pai de João Fernandes, proprietário da Sapataria Fernandes, e sogro de Aniceto Joaquim Afonso, sargento. O bondoso velhinho era natural do Saltadouro”.



Caderno: Tavaredenses com história

quinta-feira, 5 de maio de 2011

MARIA ÁGUAS FERREIRA



“Há bastante tempo que a bondosa senhora se encontrava doente e apesar dos carinhos da família e dos esforços da ciência, era esperado já o fatal desenlace, que muito consternou não só as famílias enlutadas como as numerosas pessoas das relações da extinta.


Tinha 66 anos de idade e era natural de Tavarede, filha do sr. Joaquim Alves Fernandes Águas, já falecido”.


Era casada com José da Cunha Esteves, antigo capitão da marinha mercante, e morava na sua Quinta do Peso.


Foi grande protectora das colectividades locais. Em 1900 já ofertara uma fita para o estandarte do Grupo de Instrução Tavaredense, extinto em 1903.


Faleceu em Abril de 1924 e o Grupo Musical e de Instrução, de que era sócia desde a sua fundação, prestou homenagem à sua memória, em Dezembro desse mesmo ano, descerrando o seu retrato, que se encontra exposto no seu salão.


Caderno: Tavaredenses com história

José Luis do Nascimento

Natural da vizinha Brenha, onde nasceu no ano de 1919, era filho de Manuel Luís do Nascimento e de Maria Francisco e casou com a tavaredense Efigénia Grilo, da qual teve dois filhos, Guilhermina e António.


Começou a fazer teatro na Troupe Recreativa Brenhense “onde conheceu José Ribeiro, numa ocasião em que ele lá foi dar os últimos retoques a uma peça”.


Quando veio residir para a nossa terra, de imediato começou a dar a sua colaboração ao grupo cénico da Sociedade de Instrução. Desde Chá de Limonete, em 1950, até Na Presença de Garrett, no ano de 1999, foram cerca de 95 os personagens por ele vividas no palco.


Característico, com especial vocação para a criação de figuras populares, recordamos, sem desprimor para outras interpretações, os papéis de Marchante, em Chá de Limonete, Jeremias, barão da sovela, em Terra do Limonete, O homem da Vaca, David Secura, Carro Gandarês, nas diversas fantasias postas em cena por José Ribeiro.










Quando foi homenageado conjuntamente com João Medina (José Luís à esquerda)

“… representarei enquanto tiver forças para o fazer. O teatro deu-me um à-vontade muito grande e grande facilidade de conversa: não tenho medo de falar com um médico ou com um advogado”, disse ele em certa ocasião.


A Sociedade de Instrução nomeou-o sócio honorário em 1982 e homenageou-o publicamente no ano de 2000, num espectáculo promovido para o efeito. Faleceu em 30 de Março de 2005.


Caderno: Tavaredenses com história

António Paula Santos (António dos Prazeres)

Ribeiro de Tavarede - Chá de Limonete - desenho Zé Penicheiro



Nasceu a 12 de Outubro de 1918 e faleceu no dia 21 de Outubro de 1963.



Figueirense, mecânico de automóveis, casou com a tavaredense Elisa Marques, (1.11.1915 – 14.11.1992) passando a residir na nossa terra. Tiveram um filho, António.



Dotado de boa voz, passou a fazer parte do grupo dramático da Sociedade de Instrução, iniciando a sua colaboração em 1948, em Auto da Barca do Inferno, até ao ano de 1961, na fantasia Terra do Limonete.



Foi ele o primeiro intérprete da famosa Canção do Limonete.



Sua esposa, Elisa, também foi amadora do mesmo grupo cénico. Participou no elenco das peças As pupilas do Senhor Reitor, Justiça de Sua Majestade, A Cigarra e a Formiga, O Sonho do Cavador, Canção do Berço, Entre Giestas, O Grande Industrial, etc. Terminou em 1940, colaborando nos Autos Pastoris, uma organização do Grupo Musical.



Caderno: Tavaredenses com história

sábado, 23 de abril de 2011

Carlos Lopes Pinto



Natural da freguesia de Tavarede, nasceu a 19 de Outubro de 1927, filho de António Lopes Pinto e de Carmina Pinto. Casou com Arcelina Domingues e teve dois filhos, Carlos e Fernando.


Faleceu no dia 10 de Fevereiro de 1998.


Durante vários anos pertenceu aos órgãos sociais da Sociedade de Instrução Tavaredense, onde desempenhou o cargo de presidente da Direcção nos anos de 1979 e 1980 e de presidente da Assembleia Geral em 1995 e 1996.


Também fez parte do grupo cénico, embora com uma participação muito breve.


Residia no Vila Robim e, profissionalmente, foi técnico de contas.

Caderno: Tavaredenses com história

Guilhermina da Silva Oliveira Neves Cabral

Em 'As duas comadres', da peça 'Sonho do Cavador' - 1928




Natural de Tavarede, filha de Gentil da Silva Ribeiro e de Emília Coelho de Oliveira, nasceu no ano de 1911. Casou, em primeiras núpcias, com João Nunes e, enviuvando, fez segundo casamento com o Eng. Henrique Neves de Cabral, tendo uma filha, Manuela. Faleceu a 26 de Maio de 2001.

Começou a participar no grupo cénico da SIT em 1924, na opereta Noite de S. João, e até 1937, ano em que abandonou a actividade teatral, entrou em diversas peças como Grão-Ducado de Tavarede, Em busca da Lúcia-Lima, O Sonho do Cavador, A Cigarra e a Formiga, Noite de Agoiro, As pupilas do Senhor Reitor, Justiça de Sua Majestade, As tês gerações, Canção do Berço, O Grande Industrial, etc.

Sócia honorária da colectividade em 1929.

Seu marido, Engº. Neves Cabral (1891-1968), também prestou relevantes serviços a esta associação, que, em 1933, lhe concedeu o diploma de sócio honorário.

Caderno: Tavaredenses com história

Manuel de Oliveira (Támau)

Tocando viola num cortejo na Figueira



Natural de Tavarede, filho de Sebastião de Oliveira e de Carlota Vaz dos Santos, Casou com Maria Silva Oliveira e teve três filhos, Helena, Joaquim e Adelino. Morreu em Maio de 1964, com a idade de 72 anos.


Pedreiro de profissão, era vulgarmente conhecido em Tavarede como “Manel Estámau”.
Foi um dos fundadores do Grupo Musical e de Instrução Tavaredense, em Agosto de 1911, ao qual deu a sua colaboração como músico, tocando violão na Tuna. Também o fez, na fantasia “Chá de Limonete”, tocando na tuna que recriava o Rancho dos Potes Floridos do Primeiro de Maio.


Sócio honorário do Grupo Musical em 1937.



Caderno: Tavaredenses com história

Rui Fernandes Martins

Nasceu em Souto, Penedono, no dia 13 de Novembro de 1903, e morreu, na Figueira da Foz, em 5 de Junho de 1974.


“… destacada figura do professorado primário e jornalista vigoroso, sempre fiel ao ideário político a que, muito jovem ainda, se dedicou.


Com 17 anos de idade, obteve o diploma de professor da Escola Normal de Coimbra, com a mais alta classificação do seu curso. Começou por exercer a sua profissão nas regiões de Mortágua, Santa Comba Dão e Arganil, de onde veio, há mais de 40 anos, para a freguesia de Brenha. Depois de passar, também, pela Escola Primária de Tavarede, fixou-se definitivamente na Escola Conde de Ferreira, onde leccionou durante mais de 30 anos.


Paralelamente com a sua actividade de professor, foi elemento preponderante da União dos Professores Primários, revelando-se nos respectivos congressos como um orador entusiasta e intemerato defensor dos mais avançados métodos de ensino, incluindo a escola mista, quase um sacrilégio para a época.


Colaborou em dezenas de jornais portugueses e brasileiros. Deixou publicados: “O esforço português nos descobrimentos, nas conquistas e na colonização”; “Gomes Leal – Breve evocação da sua obra”; “Exortação à mocidade”; “António Aleixo e Calafate – dois poetas do povo”; “A liberdade e os humildes na obra de Eça de Queirós”.


Foi elemento relevante no movimento associativo do concelho, aceitou, por exclusiva intervenção dos seus antigos alunos, a “Ordem de Instrução Pública”, tendo sido também distinguido com a “medalha de Ouro”, de mérito, da Federação das Colectividades de Instrução e Recreio”.


Foi casado com Margarida Gil de Castro, tendo dois filhos, Rui Manuel e José Alberto.


Dedicado de alma e coração ao movimento associativo local foi, durante largos anos, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Boa União Alhadense, da Sociedade de Instrução Tavaredense, do Sporting Clube Figueirense e da Troupe Recreativa Brenhense e presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.


Na colectividade tavaredense desempenhou sempre uma actividade muito importante, nomeadamente para as obras de reconstrução e remodelação do edifício da sede, inauguradas em 1965, de que foi um dos mais entusiastas elementos.


Caderno: Tavaredenses com história

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Virgínia Monteiro Fadigas

Filha de Joaquim Migueis Fadigas e de Mariana Fernandes Monteiro.

Nasceu no dia 19 de Junho de 1904 e faleceu a 13 de Novembro de 1998.

Amadora do grupo cénico da Sociedade de Instrução Tavaredense. Começou como figurante e teve o seu primeiro papel, em 1924, na opereta Os Amores de Mariana, a que se seguiram Noite de S. João, Em busca da Lúcia-Lima, Má Sina, Os Mentirosos, Pátria Livre, O Sol de Ouro, Uma Teima e Simão, Simões & Cª.

O seu papel mais destacado terá sido o de Capitolina, na opereta Em busca da Lúcia-Lima. “… é uma promessa. Tem vivacidade. Tem alegria. Se estudar e não se deixar tomar pela vaidade, pode vir a ser uma boa amadora”.

Terminou a sua carreira teatral em 1927.

Foi nomeada sócia honorária da colectividade.


Caderno: Tavaredenses com história

José Maria de Almeida Cruz

Natural da freguesia de Santa Cruz, Coimbra, “pintor, casado com Maria Guilhermina de Sousa Monteiro, governanta de sua casa e natural deste lugar e freguesia de Tavarede, aqui recebidos, aqui paroquianos e aqui moradores”.

Faleceu em 27 de Agosto de 1918. “Na idade avançada de 85 anos, finou-se na pretérita quarta-feira o nosso amigo sr. José Maria de Almeida Cruz, pai do nosso ilustre conterrâneo António de Almeida Cruz, actor-cantor da Companhia de Opereta do Teatro Avenida, de Lisboa.

O extinto, que foi durante largos anos empregado na Escola Industrial dessa cidade, gozava em Tavarede de geral estima, pelas excelentes qualidades de que era dotado, causando a sua morte a mais profunda consternação em todos que o conheceram e que com ele conviviam”.

No ano de 1897 havia sido nomeado regedor da paróquia de Tavarede. Foi dedicado e interessado associativista, presidente da assembleia geral da Estudantina Tavaredense, em 1900, colaborou com a Sociedade de Instrução e, desde a sua fundação, esteve ligado ao Grupo Musical e de Instrução, de que foi o primeiro presidente da assembleia geral eleito.

Possuidor de uma vasta colecção de peças de teatro, dramas e comédias, legou as mesmas à Sociedade de Instrução, onde se encontram guardadas na sua biblioteca.


Caderno: Tavaredenses com história

António da Silva Coelho

Amador dos mais antigos do grupo cénico da Sociedade de Instrução, já tinha representado sob a direcção de João dos Santos no antigo teatro do Terreiro. Em 1905 já o seu nome aparecia numa notícia como um dos amadores.

Na colecção de programas existente, aparece, pela primeira vez, no drama A Mãe dos Escravos, em 1912. Participou em João José, Os Amores de Mariana, Amor de Perdição, Entre duas Ave-Marias, no ano de 1922, e depois de uma longa ausência da terra, regressou em 1953, para participar em Chá de Limonete, Horizonte, Frei Luís de Sousa e Serão Homens Amanhã.


Por ocasião das Bodas de Ouro, em 1954, reviveu o seu papel de Zé Piteira, na opereta Os Amores de Mariana, que havia interpretado 40 anos antes, protagonizando esta opereta com Helena Figueiredo.


(Caderno: Tavaredenses com história)

sexta-feira, 25 de março de 2011

MARINO DE FREITAS FERRAZ

Nasceu em Tomar no ano de 1911, filho de João da Guia Ferraz e de Emília Couceiro de Freitas. Casou com a tavaredense Eugénia de Oliveira Silva (1919-1999), filha de João Augusto da Silva e de Maria Oliveira Silva, de quem teve um filho, Dagoberto.

Era comerciante em Tomar, onde fixaram residência, após o casamento. Regressou à Figueira, dedicando-se ao comércio de sapataria, como gerente da Sapataria Elite, na Figueira, que sua esposa herdara de António Broeiro.

Colaborou activa e intensamente com a Sociedade de Instrução Tavaredense, de que foi dedicado director durante várias gerências.

Na década dos anos quarenta, do século passado, iniciou nesta colectividade as “Festas da Pinhata”, que alcançaram grande prestígio e tinham sempre farta concorrência. Foi um dos elementos mais esforçados da comissão das obras de remodelação e ampliação da Sociedade, inauguradas em 1965.

Faleceu, com 65 anos de idade, em 20 de Setembro de 1976. Nos últimos anos, havia-se dedicado à restauração, tendo aberto um restaurante na Figueira da Foz.

“… Sempre que se verifica o falecimento de um dos nossos sócios, ele constitui para nós um motivo de tristeza pela perda de um familiar da nossa SIT. Permitam-nos, por tal motivo, que neste acto chamemos a atenção da digníssima Assembleia para a obra que o falecido Marino de Freitas Ferraz que, com a sua coragem e espírito de iniciativa, levou a cabo a obra da sede da nossa Associação, pedindo que para ele seja aprovado um voto de profundo pesar e que seja guardado um minuto de silêncio em sua memória”, lê-se no relatório da colectividade de 1976.

Sua esposa, Eugénia, foi elemento do grupo cénico da Sociedade de Instrução durante o período de 1935 a 1939, participando em peças como O Sonho do Cavador, A Cigarra e a Formiga, Justiça de Sua Majestade, A Morgadinha de Valflor, Entre Giestas, etc.

Caderno: Tavaredenses com História

JOSÉ JOAQUIM BORGES

Nasceu na Figueira a 6 de Junho de 1814 e morreu no dia 2 de Junho de 1891.

Filho de Jacinto Pereira Borges, fez os seus estudos no Seminário de Coimbra, não chegando a ordenar-se padre, embora tenha recebido ordens menores e, por diversas vezes, fez pregações no púlpito da Igreja de S. Julião, da Figueira, quando se comemoravam acontecimentos políticos importantes com cerimónias religiosas.

Matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1838, formando-se no ano de 1843. Exerceu advocacia na Figueira da Foz durante cerca de 48 anos.

Dotado de um vigoroso espírito combativo, entrou para a Associação Comercial, levando à saída da mesma os Silva Soares, fundadores daquela instituição.

Foi colocado, durante o período “cabralista”, à frente da Câmara Municipal em 1847, e, como presidente da comissão administrativa, manteve-se no posto até 1851. Voltou à presidência da Câmara nos anos 1858/1859, 1860/1861, 1868/1869 e 1870/1871. Também foi, por mais de uma vez, procurador à Junta Distrital. Era Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Em 1871 publicou um folheto, com 36 páginas, a que deu o título de “Exposição Política a Sua Majestade El-Rei, por José Joaquim Borges, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Advogado, Cavaleiro da Ordem de Cristo e actual presidente da Câmara Municipal da Vila da Figueira”.

Nesta publicação apresentava soluções para os grandes problemas nacionais, versando matérias como administração, instrução, agricultura, obras públicas, marinha mercante, administração colonial, Tribunal de Contas, etc., num total de 20 temas. O escrito foi bastante ridicularizado pelos seus opositores, especialmente os locais.

Era proprietário da quinta mais tarde designada por “Vila Robim”, que, por sua morte, foi herdada por seu sobrinho João António da Luz Robim Borges, que a transformou numa quinta modelar.

Caderno: Tavaredenses com História

JOAQUIM SEVERINO DOS REIS


Nasceu em Tavarede em 1888, filho de António Severino dos Reis e de Clementina Rodrigues. Casou em Setembro de 1910 com Etelvina de Oliveira Tondela (falecida em Maio de 1977, com 90 anos), e tiveram quatro filhos: José Joaquim, Fernando, Estrela e Carmina. Faleceu no dia 1 de Novembro de 1932, com 44 anos de idade.

Carpinteiro nas oficinas da Beira Alta, na Figueira, era vulgarmente conhecido por Joaquim Terreiro.

Frequentou a escola nocturna fundada por João dos Santos e pelo dr. Manuel Cruz, iniciando-se no palco num espectáculo realizado em 1902 pelos alunos desta escola. Fez parte do Grupo de Instrução e da Sociedade de Instrução Tavaredense.

Em Agosto de 1911 adere à iniciativa dos irmãos Medina e é um dos fundadores do Grupo Musical e de Instrução Tavaredense, fazendo parte do seu grupo dramático durante vários anos.

Foi eleito, por diversas vezes, para os corpos gerentes desta colectividade. Igualmente foi membro da 1ª. Comissão Paroquial Republicana, eleita em Abril de 1911.

Caderno: Tavaredenses com História

Carlos Rodrigues dos Santos


Tavaredense, filho de Emídio Rodrigues Pinto e de Maria Jesus Silva Freitas, faleceu no dia 25 de Setembro de 1986. Casou com Clementina Fernandes, tendo um filho, João Carlos.

Operário na Companhia dos Caminhos de Ferro, desde muito novo que se dedicou à música.

Tocou
na Tuna do Grupo Musical e, fazendo parte do conjunto “Ginásio Clube”, da Figueira, foi convidado, em Janeiro de 1939, para regente da Tuna e para formar uma orquestra privativa para a colectividade, que abrilhantasse os bailes e festas ali a realizar.

Ensaiou e dirigiu a Tuna numa deslocação feita ao Buçaco, no dia 18 de Maio de 1939, quinta-feira de Ascensão. Foi a última actuação da Tuna fora da terra. Nesse verão, ainda foram abrilhantar as festas populares que realizaram na Chã, mas já fez o serviço muito incompleta.

Conseguiu organizar um conjunto musical que abrilhantou alguns bailes no Grupo Musical, mas teve escassos meses de existência.

Foi colaborador musical da Sociedade de Instrução e, pelos anos cinquenta do século passado, quando fizeram reviver o Rancho dos Potes Floridos do 1º. de Maio, foi o ensaiador da música acompanhante.

Sua esposa, Clementina, fez parte do grupo de amadores da Sociedade de Instrução, onde actuou entre 1924 e 1930, participando nas operetas Noite de S. João, Grão-Ducado de Tavarede e A Cigarra e a Formiga, entre outras. A SIT concedeu-lhe o diploma de sócia honorária em 1929.

Caderno: Tavaredenses com História