Foi amadora teatral da Sociedade de Instrução Tavaredense. Teve a sua estreia em Noite de Teatro Português, em 1947. Participou, a partir de então, em Não subam escadas às escuras, Horizonte, Os dois inseparáveis, Raça, Auto da Barca do Inferno, Não mentirás, O Cão e o Gato, Pé de Vento, Chá de Limonete, Na boca do Lobo, Chá e Terra do Limonete. No ano de 1990 deu a sua colaboração ao espectáculo de homenagem à memória de José Ribeiro.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Maria Almira Esteves Ferrão
Foi amadora teatral da Sociedade de Instrução Tavaredense. Teve a sua estreia em Noite de Teatro Português, em 1947. Participou, a partir de então, em Não subam escadas às escuras, Horizonte, Os dois inseparáveis, Raça, Auto da Barca do Inferno, Não mentirás, O Cão e o Gato, Pé de Vento, Chá de Limonete, Na boca do Lobo, Chá e Terra do Limonete. No ano de 1990 deu a sua colaboração ao espectáculo de homenagem à memória de José Ribeiro.
José Joaquim Alves Fernandes Águas
Contramestre piloto (imediato) no brigue “Zarco”, passou ao comando do veleiro “Olinda”, matriculado na Capitania de Lisboa para viagem a Moçambique, em Novembro de 1872. Aquela matrícula refere como comandante o capitão José Joaquim Alves Fernandes. Só mais tarde é que nos seus registos aparece o apelido Águas.
Como oficial da marinha mercante, comandou diversos navios e conhecia, na perfeição, a costa oriental da África Portuguesa (Moçambique), tendo convivido de muito perto com oficiais graduados da Marinha de Guerra Portuguesa, que não desdenhavam dos seus conselhos.
Por ocasião do seu falecimento, a imprensa figueirense publicou a seguinte notícia:
“Domingo de manhã fomos dolorosamente surpreendidos pela notícia da morte, brusca, deste nosso bom amigo, sogro dos srs. drs. Manuel e José Gomes Cruz.
Com 79 anos, o velho Capitão Águas, designação por que era mais conhecido, por na sua mocidade ter comandado vários navios da marinha mercante, ainda no sábado à noite recolhera ao leito cheio de saúde e de bonomia, nada fazendo prever o triste desenlace que na manhã seguinte, abruptamente, havia de ferir sua extremosa família e os seus muitos amigos.
Era, da numerosa família Águas, o único ancião sobrevivente, a todos infundindo respeito o seu porte austero e as suas tradições de marinheiro destemido.
O sr. Capitão Águas deixou a vida marítima há perto de quarenta anos e durante o tempo em que a exerceu cometeu feitos de audácia de que, pela sua proverbial modéstia, nunca quis tirar relevo. Ele conhecia, no seu tempo, como ninguém, a costa da nossa Africa Oriental, e alguns dos oficiais mais graduados da nossa marinha de guerra, como, por exemplo, Augusto de Castilho, conviveram de perto com o nosso malogrado amigo, apreciando com grande consideração as suas valorosas qualidades de homem do mar.
Possuidor de alguns meios de fortuna, o sr. José Joaquim Águas constituiu o seu lar na Praia de Buarcos, ali, e, nos últimos anos, na sua Quinta da Esperança, à estrada de Tavarede, passando a sua existência, jamais deixando de exercer a sua actividade.
Ultimamente, há perto de dois anos, o sr. Artur de Oliveira, gerente da Sociedade Portuguesa de Navegação, convidou o sr. Capitão Águas para auxiliar os importantes serviços desta e, aceitando o convite, como que remoçando, o saudoso extinto soube, com zelo inexcedível, interessar-se pelas propriedades da sociedade, afirmando sempre os seus excelentes conhecimentos técnicos e fazendo ouvir os seus conselhos cheios de prudência.
Além de trabalhador, José Joaquim Alves Fernandes Águas possuía um espírito profundamente liberal, nunca recusando o seu apoio às instituições propagadoras da instrução.
Caderno: Tavaredenses com História
Foi membro dos mais graduados da Maçonaria, e, como tal, justamente considerado no Grémio Fernandes Tomás, desta cidade. Interessaram-no sempre os progressos do Partido Republicano, e por vezes, em tempo da propaganda e da organização partidária, fez parte da Comissão Municipal Republicana deste concelho, de comissões paroquiais, etc.
Da consideração de que gozava o nosso saudoso amigo foi testemunho a piedosa e imponente manifestação ontem dedicada ao seu cadáver, no acompanhamento que o levou da Figueira ao cemitério de Buarcos, onde, por vontade do finado, foi sepultado na terra, para, posteriormente, serem os seus ossos trasladados para o seu jazigo ali existente.
Nessa manifestação viam-se centenas de pessoas de todas as classes sociais, sobressaindo todo o pessoal da Sociedade de Navegação, cuja bandeira cobria o féretro, sendo também a chave deste, por solicitação do sr. dr. Manuel Gomes Cruz, conduzida pelo director - gerente da sociedade, sr. Artur de Oliveira
A família deste nosso amigo e a Sociedade de Navegação ofereceram ainda duas formosas coroas de flores, sendo outra conduzida pelo menino José Cruz, dedicada por ele, sua irmã e primos, todos netos do malogrado morto e que eram agora o seu maior enlevo”.
João dos Santos
Muito novo veio para a Figueira, empregando-se na Tipografia Lusitana, de Augusto Veiga, onde aprendeu a profissão de tipógrafo.
Cerca do ano de 1890 fixou residência em Tavarede. “Era um espírito liberal, que sempre deu combate à reacção. Fundou e manteve nesta localidade, com outros amigos, uma escola nocturna, em que durante anos foi professor. Foi um devotado amigo e protector da Sociedade de Instrução Tavaredense”.
“Mas para que a Tavaredense possa cumprir devidamente os princípios por que pugna, reconhecidos como de um alto valor educativo, moral e cívico, para o povo daquela localidade, desbravando há mais de 13 anos o árido caminho onde se antolha, enervante e perigoso, o cancro do analfabetismo, um outro elemento prestigioso tem sido como que a escora sobre que assenta a cúpula desse edifício do Bem, onde a bandeira da Gratidão tremula, é que os seus benefícios admiram pelo seu grande zelo e entranhada devoção! E esse homem é, como todos sabem, o grande benemérito que se chama João dos Santos.
É ele que, além de relevantes auxílios prestados à “Tavaredense”, lhe cede também a bela casa onde ela se acha instalada, e tudo gratuitamente; e bem se pode ela julgar sumptuosa, - no meio modesto em que se encontra, - numa disposição encantadora, como salões apropriados para secções e divertimentos, gabinetes de direcção, salas de escola, etc., e uma excelente sala de espectáculos…”.
Durante alguns anos foi ensaiador do grupo cénico e, em 1912 escreveu a revista de sabor local “Na Terra do Limonete”, à qual se seguiu “Dona Várzea”, ambas musicadas por Gentil Ribeiro.
Sócio honorário e benemérito da colectividade, o seu retrato encontra-se exposto no salão nobre, descerrado numa homenagem que lhe foi prestada em Janeiro de 1914.
Prestou colaboração na Junta de Paróquia local, foi vereador da Câmara Municipal da Figueira e provedor da Santa Casa da Misericórdia. Muitas associações e colectividades mereceram o seu apoio.
Morreu no dia 18 de Maio de 1931. “A doença que o assaltara há quinze dias fora implacável, vencendo todos os recursos da ciência empregados para salvar o enfermo. Não nos surpreendeu a má nova, mas magoou-nos profundamente. Era natural de Coimbra, contava 71 anos de idade, e viera para a Figueira como tipógrafo, aqui trabalhando em todos os jornais que ao tempo faziam a política progressista e regeneradora. Aí por 1886 foi tomado, para seu empregado particular, pelo sr. João José da Costa, dos Condados, por ali ficando e assistindo à morte deste estimado cidadão, como assistiu, mais tarde, à morte da viúva daquele, a srª D. Emília Duarte Costa. Contemplado por esta senhora com a casa dos Condados e outras propriedades, fazia, todavia, a vida modesta que sempre tivera, não deixando, contudo, de praticar actos de generosidade a favor de instituições de beneficência”.
Caderno: Tavaredenses com História
Sociedade de Instrução Tavaredense - 46
A publicação “Jornal de Actualidades”, num artigo sobre o teatro-amador português, denomina a nossa terra como “Tavarede – Aldeia-Escola de Teatro”. Depois de várias considerações, refere “A aventura maravilhosa daquela aldeia pobre, a espreitar a Figueira da Foz, é uma verdadeira gesta de amor e de dedicação. Noite caída e ceia tomada, rapazes e raparigas de Tavarede, trabalhadores dos campos e das oficinas, operários e cavadores, modistas e empregados de escritório, carpinteiros, serralheiros e pedreiros dirigem-se para o pequenino palco-escola da Sociedade de Instrução Tavaredense, uma associação cultural e recreativa fundada em 1904, que tem, desde a sua fundação, mantido um extraordinário labor. Esta associação derrama a sua benéfica e luminosa actividade numa aldeia muito pequena e esse motivo faz com que poucas famílias não tenham representação no seu grupo de amadores teatrais”. E conclue desta forma: “Mas o aspecto para nós de maior realce na actividade de José da Silva Ribeiro, está consubstanciado na sua ideia de tornar os amadores de Tavarede conscientes das personagens, dos seus sentimentos, das ideias que as determinam na época em que vivem e do ambiente em que essas mesmas personagens se movem. Tudo lhes é indicado através de pequenas palestras durante os ensaios, palestras que são esquematizadas sem ar de lição, mas que são compreendidas pelo seu heterogéneo grupo de amadores. Parece-nos que mais não será necessário escrever para que fique esclarecido porque chamámos a Tavarede, a aldeia-escola de Teatro. E para começarmos o nosso roteiro não poderíamos deixar de escolher esse admirável agregado beirão, composto de gente que trabalha arduamente todo o dia e que, à noite, procura no Teatro a sua fonte de saúde mental. Falámos de Tavarede. E isso muito nos honra!”.
Novas peças foram levadas à cena. Recordamos, somente, “Israel”, “Ana Maria” e “Peraltas e Sécias” e ainda, pouco depois, “A Conspiradora”. Antes de fazermos algumas referências ao que se passou com estas peças, referimos que, em Janeiro de 1956, o programa do espectáculo do aniversário foi bastante atractivo. Teve três partes: a primeira, constou de uma síntese da peça “Tá-Mar”, pelo Grupo de Teatro Miguel Leitão, de Leiria; a segunda, de um fragmento da peça “Entre Giestas”, pelo nosso grupo; e a terceira, foi preenchida com guitarradas, serenata e canções por estudantes do Orfeão e da Tuna Académica de Coimbra.
A peça “Ana Maria”, da autoria de Alberto de Lacerda, José Tocha e José Ribeiro, com música de Joel Mascarenhas, baseia-se em factos históricos, ocorridos em França no século 18, e tem como figuras principais “o famoso pintor Fragonard, a célebre bailarina Guimard e Ana Maria, discípula do Mestre, que depois se tornou sua mulher”. Na opinião das críticas encontradas, não foi uma peça muito conseguida. “Embora se divise através de tudo uma tentativa de trabalho sério e honesto, muito de apreciar e louvar, isso não basta para que esta “Ana Maria” consiga fazer carreira”.
“Depois do excepcional relevo dado pelo mesmo grupo (da SIT) às comemorações garrettianas, esta homenagem à memória de Marcelino Mesquita, testemunha quanto o valoroso grupo de Tavarede se empenha em reacender no espírito do numeroso e selecto público frequentador dos seus espectáculos, a chama votiva do culto das grandes figuras da dramaturgia portuguesa”.
Isto foi escrito a propósito da peça “Peraltas e Sécias”, com que a SIT comemorou o centenário do nascimento de Marcelino Mesquita. “A Voz da Figueira”, donde respigámos a nota, escreve ainda a propósito do mesmo assunto: “Demonstrado está que dos pequenos e anónimos grupos de amadores provincianos têm saído grandes figuras do nosso teatro profissional, inclusivamente notáveis encenadores, justo se tornava, como preito de gratidão a esses grupos que praticam a arte de representar por apaixonado amadorismo, lhes fosse dispensada protecção, concedendo-se-lhes carinhoso auxílio em vez de os desconhecer ou até enredar a sua acção em asfixiantes teias burocráticas”.
Sociedade de Instrução Tavaredense - 45
O segundo acontecimento, ocorrido em Junho daquele ano, foi a visita de “uma embaixada de Coimbra, constituída por indivíduos que representavam várias instituições a favor de quem o nosso grupo cénico já realizou espectáculos, e da qual fazia parte também o eminente Professor Senhor Doutor Elísio de Moura. Foi essa embaixada portadora de valiosa e significativa placa que se encontra colocada numa parede da nossa casa, e que nos foi oferecida numa memorável sessão a que presidiu o Senhor Doutor Elísio de Moura, que teve palavras de muito apreço para a Obra da SIT, que fundo calaram nos nossos corações, tendo feito também, em palavras cheias de beleza, o elogio do nosso querido grupo cénico”.
“Seria irrealizável se não contássemos com colaborações e dedicações valiosas. A tragédia “Catão” decorre em Útica, no ano 46 AC; “D. Filipa de Vilhena”, no século 17; “Um auto de Gil “Vicente”, no século 16 e “O Tio Simplício”, no século 19, em plena época do próprio Garrett. Veja a variedade e a riqueza do guarda-roupa, cenários e cabeleiras de cada época. O acto de Um auto de Gil Vicente passa-se a bordo da nau “Santa Catarina do Monte Sinai”, na antecâmara da que é já Duquesa de Sabóia, onde se encontra o rei D. Manuel, a infanta sua filha D. Beatriz e Bernardim Ribeiro, cujos amores lendários são o motivo da peça; o almirante da esquadra Conde de Vila-Nova; o Bispo de Targa; o velho Garcia de Rezende, que nos deixou descrição minuciosa daquele quadro da época manuelina; os embaixadores do Duque de Sabóia; Paula Vicente, a filha de Gil Vicente, apresentada por Garrett como grande intérprete na representação das obras vicentinas, etc. São quatro obras diferentes, com acção em quatro épocas diferentes, apresentadas num só programa, exigindo a presença de mais de 30 intérpretes, porque cada um deles não pode interferir em mais de uma peça. Isto bastará para se avaliar da complexidade – quantos problemas a resolver! – e da grandeza do empreendimento a que a Sociedade de Instrução Tavaredense se lançou, ensaiando um programa tão difícil e dispendiosa montagem. Alberto Anahory, que é uma autoridade em guarda-roupa histórico, está a tratar da indumentária com o seu belo gosto e sentido artístico; e o professor Manuel de Oliveira, artista consagrado na cenografia, estuda já os cenários a pintar, cujas “maquettes” em breve serão expostas. Estes dois artistas dão-nos colaboração preciosa, com uma simpatia que excede os limites de simples probidade profissional. Sem eles, e sem outras devoções carinhosas, não chegaríamos ao fim”.
E numa organização da Biblioteca Pública Municipal, perante enorme assistência, José Ribeiro proferiu uma conferência na qual “com invulgar brilho, abordou o tema – A propósito do Frei Luís de Sousa – Mentiras na História, Verdades no Teatro, que foi ouvida com o maior interesse por toda a selecta assistência”.
E vamos acabar este capítulo contando um acidente que, felizmente, não teve consequências de maior, mas do qual poderiam ter resultado gravíssimos danos. Foi no espectáculo realizado em Condeixa, no dia 22 de Agosto daquele ano, com a peça “Frei Luís de Sousa”. Como todos estarão recordados, no final do primeiro acto, assistia-se ao incêndio da casa de Manuel de Sousa Coutinho, ateado por ele próprio, para que a sua casa não pudesse servir de residência aos governantes traidores à Pátria, e que fugiam da peste que grassava em Lisboa. O incêndio era simulado nos bastidores por vários elementos do grupo com archotes, etc. No interior de uma das portas, por onde aquele fidalgo atirava um archote aceso, estava o amador Fernando Reis, que interpretava o papel de “Romeiro” e que, recebendo o archote, ateava dois cartuchos com pólvora, simulando fogo e fumo. Inadvertidamente, algumas fagulhas de um cartucho atearam o outro que, por sua vez, pegou fogo às roupagens e às barbas que o caracterizavam. Socorrido de imediato, foi levado ao hospital para ser tratado das queimaduras sofridas. O hospital era assistido por freiras e àquela hora da noite tinha a porta fechada. Foi necessário bater com alguma violência para abrirem a porta. Estava de serviço uma freira-enfermeira. Calcule agora o nosso leitor, o espanto e o terror da freira ao abrir a porta e deparar com aquela figura do “Romeiro” a surgir da escuridão... Desatou a fugir corredor fora, gritando, claro!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Joaquim da Silva Oliveira
Desde muito novo que se dedicou à música. Tocou na Tuna do Grupo Musical até à sua extinção e fez parte do conjunto “Lúcia Lima Jazz”, desde a sua fundação em 1940. Antes da formação deste conjunto, tocou nas orquestras “Os Refinados”, do Grupo e “Fluvial-Jazz”, da Praia de Buarcos.
Enquando a saúde lhe permitiu, deu o seu contributo ao actual agrupamento “Tuna de Tavarede”, bem como a outros conjuntos que solicitavam a sua colaboração.
Era sócio honorário do Grupo Musical e da Sociedade de Instrução.
Faleceu no dia 1 de Fevereiro de 2005.
José Maria Cordeiro
Comerciante de mercearias e vinhos, tinha o seu estabelecimento perto do Largo do Paço, e exerceu funções na Junta de Paróquia e de regedor, na última década do século dezanove.
Tal como seu irmão Francisco, foi grande animador das festas populares na nossa terra. Com o seu estabelecimento melhor localizado que o de seu irmão, pois dispunha de muito mais espaço para montar o seu pavilhão, não poupava o Francisco na disputa de maior clientela, usando de meios menos próprios, como o de raptar, ou desviar, os músicos que seu irmão contratara para abrilhantar as danças no seu pavilhão.
Foi o que aconteceu em 1906 e 1907. Mas neste último ano, o Francisco reagiu, conseguiu outros músicos e pespegou um enorme letreiro no seu pavilhão, dizendo: NEM ASSIM. Como é que ele reagiu à provocação?
“Começou por lançar no espaço uma dúzia de restolhentos foguetes de morteiros com três respostas, que tinha para vender, deitou as mãos a uma gaveta da cómoda e dela ripou um lençol de muita estimação que, pelos modos, fora uma prenda de casamento, e fê-lo em tiras, colou-as umas às outras, mandando-as descerrar, a todo o comprimento do avantajado pavilhão do seu apreciado rancho, ornamentado a capricho com verdura, grinaldas de flores e bandeiras em profusão, muitos balões e cordas com papéis de cores garridas, onde se dançava e cantava, alegremente, até ao romper de alva, e juntou-lhe, em letras garrafais, a seguinte legenda, em resposta à tendenciosa falácia do seu querido mano Francisco: ATÉ AQUI CHEGUEI EU!...”.
Pois a verdade, e em conclusão da história, é que acabou por levar “uma tesíssima descompostura, no próprio arraial” de sua esposa, a senhora Aninhas, a quem teve de prometer comprar outro lençol idêntico, para substituir aquele que era “uma velha prenda de estimação do apartado dia de noivados de ambos”.