sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alzira de Oliveira Fadigas Serra



Natural de Tavarede, onde nasceu no ano de 1907, era filha de António Migueis Fadigas e de Constança de Oliveira Alhadas. Casada com José Fernandes Serra, teve uma filha, Aurélia, e um filho, José António. Faleceu em 1992.

Amadora do grupo cénico da Sociedade de Instrução durante os anos de 1924 a 1930, começou a representar em Noite de S. João e acabou na peça Noite de Agoiro, participando em Em busca da Lúcia-Lima, Pátria Livre, Grão-Ducado de Tavarede, O Sonho do Cavador e A Cigarra e a Formiga.

Dotada de excelente voz, há críticas muito elogiosas à sua interpretação na Canção da Cotovia, na opereta Em busca da Lúcia-Lima, além de outras. Era sócia honorária da colectividade.


Caderno: Tavaredenses com História

Sociedade de Instrução Tavaredense - 54


“Para Cada Um Sua Verdade”, “O Processo de Jesus” e “As Artimanhas de Scapino” foram três novas peças postas em cena. “Peças de altíssimo valor que muito prestigiaram o nosso grupo cénico, trazendo à nossa bela sala de espectáculos numeroso público, que foi pródigo em aplausos e elogios ao alto nível atingido pelas representações”.

Entretanto, e com a nova plateia, surgiu um problema novo. Sempre havia sido costume a colectividade realizar outras festas, como bailes. E se anteriormente resolveram o problema com a montagem de um estrado por sobre a plateia, essa medida deixou de ser praticável. Então, quando se realizavam bailes, as cadeiras eram desmontadas e recolhidas, de forma a deixar vazio o salão. Além de pouco prática, depressa este tirar e montar das cadeiras começou a causar prejuízos.

Ainda não haviam conseguido amortizar o empréstimo que havia sido pedido para as obras inauguradas em 1965, mas, de imediato, logo pensaram na construção de um pavilhão no campo de jogos anexo à sede. “Esperamos, pois, do espírito associativo de todos os nossos associados, que esta realização se concretize, dada a imperiosa necessidade de preservarmos a nossa bela sala de espectáculos dos prejuízos que se vêm verificando no salão, sempre que dele carecemos para se realizarem nele quaisquer festas, com a deslocação do mobiliário. Mãos à obra, pois!”.

As receitas conseguidas com as peças acima referidas, permitiram à colectividade, no ano de 1967, amortizar totalmente as suas dívidas.

No jornal figueirense “Mar Alto”, surgido havia pouco tempo, foi, em Novembro de 1966, publicada uma crónica, da autoria do também amador António Jorge da Silva, sobre a nova peça “As Artimanhas de Scapino”. Não resistimos a transcrever um pouco dos seus comentários, quanto à leitura das peças por Mestre José Ribeiro.


“... Dizemos prazer, porque realmente assistir à leitura duma peça por José Ribeiro, é quase a mesma coisa que ver uma representação, tal a verdade que imprime a cada personagem e o ambiente que dá a cada cena. Poucas pessoas terão tido a satisfação de assistir àquele espectáculo. Quando lê, interpreta o velho, o galã, a ingénua, a pessoa bondosa ou má, assim como o cínico ou o avarento. Todas as reacções, todos os gestos, ele os faz quase inconscientemente, mas os amadores, ao ouvi-lo atentamente, vão gradualmente aprendendo nos sorrisos, nas lágrimas (às vezes chora), na ternura como na violência. E é assim que trabalha, é assim que consegue verdadeiros milagres dos seus velhos amadores ou dos seus estreantes. Uns e outros beneficiam sempre da sua cultura teatral. Uns e outros aprendem com as suas lições antes e durante as leituras ou, mais tarde, nos ensaios de palco, que ele conduz do seu lugar na plateia...”.


Imensos comentários fomos sempre encontrando sobre as representações dadas pelo nosso grupo cénico, tanto em Tavarede como noutras localidades. Não é possível estar a transcrever todas essas notícias, ainda que em pequenos retalhos. Embora o façamos, numa ou noutra situação, procuraremos debruçarmo-nos mais sobre a documentação existente na colectividade, como relatórios, etc. Depois daquelas três peças, novamente Molière sobe à cena, desta vez com a peça “O Médico à Força”.

Os resultados financeiros obtidos começam, porém, a diminuir. Sobre este facto escreveu, então, a direcção: “O grupo cénico, a mais substancial fonte de receita da SIT, não pôde canalizar para os nossos cofres aquelas verbas com que habitualmente para eles contribui. E não foi pelo facto de todos os seus elementos não se terem esforçado para esse fim, com a mesma boa vontade de sempre e até sacrificando-se mais. Mas a verdade é que quanto mais trabalhamos no teatro, menos compreendemos os gostos do público. Se se ensaia uma peça dramática, ou uma alta comédia com sentido humano, exaltando os melhores sentimentos com que a humanidade foi dotada e que obrigue a pensar, a tirar conclusões, o público diz que farto de problemas anda a humanidade e o que quer é rir-se: não vai a esse Teatro. Tenta-se a comédia, e no nosso caso especial, um dos expoentes máximos, nesse género, Molière, e o público não vai à mesma e nem sequer apresenta explicação... Apesar disso, continuamos a remar contra a maré, montando espectáculos dignos e de mérito, que sirvam a cultura e a elevação do nosso povo, sem transigirmos com o mau gosto das massas”.


Fotografias da peça 'O Processo de Jesus'

Sociedade de Instrução Tavaredense - 53


Das festas da inauguração da nova sede, e das quais se publicaram extensas reportagens, vamos transcrever, unicamente, uma nota do relatório da direcção. “... o facto de maior projecção registado, pelo seu conteúdo de grande satisfação e alegria que a todos nós proporcionou, foi a festiva inauguração do nosso edifício-sede, depois das obras de remodelação que lhe foram introduzidas, com a presença honrosa, na Sessão Solene comemorativa desse memorável acontecimento, do senhor Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, que a ela presidiu, de outras entidades oficiais, civis e religiosas, dos estandartes de muitas associações amigas e de grande quantidade de povo, desse povo generoso que nunca regateia a sua presença estimulante, quando se trata de fazer justiça e homenagear aqueles, indivíduos ou agremiações, que pelos seus actos ou pelo trabalho realizado em prol do bem comum, são credores dessas homenagens.

Chegada, a Tavarede, das diversas entidades oficiais e outros convidados

Foram horas inesquecíveis essas que se viveram, momentos altos da nossa vida associativa, que tiveram o condão de fazer assumar lágrimas de ternura e de orgulho aos olhos dos bons tavaredenses, de todos os verdadeiros amigos da SIT, de todos os que estiveram presentes nas cerimónias realizadas, alguns dos quais se deslocaram das mais diversas localidades do País para nos manifestarem o seu apoio e a sua solidariedade, assim como nos demonstrando que o caminho que pisamos é trilho seguro, é o bom caminho. Produziram-se afirmações da maior fé nos destinos da nossa Associação, e ao ouvi-las, nós sentimos, como vós sentistes, com certeza, prezados consócios, frémitos de entusiasmo e uma alegria incontida, mesclada de orgulho por pertencermos a uma terra que tal colectividade tem. São estes momentos altos, que de longe compensam todas as canseiras, todas as arrelias e incompreensões, todos os dissabores que é impossível não ter na gerência duma associação que, como a nossa, é formada por uma massa tão heterogénea”.


Outra imagem de 'O Pranto de Maria Parda' - Violinda Medina e Silva

Nesse mesmo ano, o grupo cénico colaborou nas comemorações do V Centenário de Gil Vicente. Na nossa sede e no Peninsular, em espectáculo promovido, mais uma vez, pela Biblioteca Pública Municipal, foram apresentados o “Auto da Barca do Inferno”; fragmentos das obras vicentinas “Auto Pastoril Português”, “Romagem dos Agravados”, “Breve Sumário da História de Deus” e “Pranto de Maria Parda”; e o “Auto da Feira”.

“Noite grande de teatro a que tivemos o grato prazer de assistir. Espectáculo inesquecível, dominante, iamos a dizer de glória para o Teatro Tavaredense. E ousamos fazer esta afirmação em face das opiniões que nos foram manifestadas por grande parte dos espectadores e que eram unânimes em reconhecer que a SIT possui, presentemente, em boa verdade, um esplêndido conjunto de amadores que honra sobremaneira a terra do limonete. É que a sua actuação em qualquer das obras de Gil Vicente representadas, foi de molde a merecer os maiores encómios do público”.


Auto da Visitação ou o Monólogo do Vaqueiro

No dia 4 de Dezembro de 1965, o grupo cénico levou à cena uma nova peça, “O Fim do Caminho”. “Peça em que, com rara felicidade artística, se conjugam três modalidades de teatro: do “Romantismo”, a violência dos sentimentos, sem cair no melodramático; do “Realismo”, a graça gentil, cheia de humanidade bondosa evitando as truculências do “naturalismo”; do “Simbolismo”, nos oferece o que teve de mais duradoiro: a poesia fina, sem snobismos, nem perturbações mórbidas”.

Quando terminou a récita do aniversário de 1966, o pessoal do grupo cénico prestou homenagem a Mestre José Ribeiro. Naquele dia, 15 de Janeiro de 1966, fazia 50 anos de encenador do grupo tavaredense. Certamente se recordam, das primeiras histórias, que foi a 15 de Janeiro de 1916, com a opereta “Entre duas Avé-Marias” que José Ribeiro iniciou a sua actividade à frente deste grupo.

“E nessa caminhada gloriosa, não isenta de espinhos, ao longo de 50 anos, trabalhando na valorização do elemento humano através do Teatro e pelo Teatro, quantas arrelias e quantas canseiras, mas também quanto saber e quanto carinho, dispendidos em benefício da elevação moral, cultural e educativa também, que nem só a escola é detentora dessa prerrogativa, pois o teatro é um manancial inesgotável de ensinamentos.

Trabalho árduo esse, feito sem um desfalecimento, muitas vezes com prejuízo da própria saúde, e desprezando até os seus interesses pessoais, tudo sacrificou sem um desfalecimento em prol do seu sonho de criar um teatro digno em Tavarede, um teatro desempenhado com arte pelo povo humilde, para toda a gente. E ninguém de boa-fé o pode negar, esse objectivo foi amplamente atingido, e a atestá-lo aí está esta realidade esplêndida que é o nosso grupo cénico, que realiza um trabalho talvez sem paralelo no nosso País”.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

César da Silva Cascão


Filho de António da Silva Cascão e de Aurélia Silva, faleceu em Tavarede no dia 4 de Agosto de 1956, com 68 anos de idade. Foi casado com Maria Ascensão Marques e tiveram dois filhos: João e Aurélia.

Um dos fundadores da Sociedade de Instrução Tavaredense, em Janeiro de 1904, foi o primeiro secretário da Direcção.

Serralheiro de profissão, exerceu a sua actividade na Figueira da Foz, na oficina Mota, então instalada no Rua do Paço, e que mais tarde adquiriu e teve continuidade com seu filho João.

Ainda antes da fundação da S.I.T., já se dedicava ao associativismo, fazendo parte dos directores da Estudantina, instalada no Teatro Duque de Saldanha, na Casa do Conde de Tavarede. Também foi membro da Junta de Paróquia local.

Foi sempre um dirigente associativo activo e participativo. Na associação de que fora um dos fundadores, desempenhou diversos cargos, quer na Direcção, quer na Assembleia Geral. Foi sócio honorário da colectividade.

Era proprietário de algumas pequenas fazendas agrícolas que amanhava cuidadosamente. Na sua residência, frente ao actual Largo D. Maria Amália de Carvalho, tinha instalado um alambique, que, na época própria, era muito solicitado para destilação do bagaço resultante das vindimas. É com certa nostalgia que recordamos os bocados que nós, rapazolas de então, ali passávamos, depois da saída da escola. Ficávamo-nos a olhar, admirados, o delgado fio que corria para a garrafa em pé, dentro duma bacia com água fria. Com frequência era pesada para ver a graduação. Quando baixava de um grau determinado, deixavam de a aproveitar. Era, então, altura de nós comermos uns figos, que íamos apanhar às figueiras das redondezas, e bebermos umas gotas daquela “água quente” que muito apreciávamos
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Caderno: Tavaredenses com História

Elói Domingues

Natural da freguesia de Maiorca, onde nasceu no dia 28 de Março de 1903, filho de José Domingues e de Maria da Luz Pinto, casou com Pureza Pinto Lourenço, tendo um filho, António. Faleceu, em Tavarede, a 8 de Setembro de 1995.
Elói Domingues e esposa, Pureza Lourenço, numa reunião familiar pelo Natal

Padeiro de profissão, tomou conta da padaria existente em Tavarede, no antigo Largo do Forno. Ao mesmo tempo, amanhava as terras que possuía na nossa terra e em Maiorca, e sendo um pequeno agricultor, fabricava vinho que, na altura própria, vendia ao copo na sua loja, cuja porta enfeitava com uma pernada de loureiro, costume antigo que assinalava local de venda de vinho.
Também tinha um pequeno alambique onde, além do seu, destilava o bagaço daqueles que fabricavam vinho e faziam aguardente.

Foi das últimas casas em Tavarede onde se matava o porco. Era sempre dia de festa para todos os amigos. Desde madrugada, com a morte do porco até à desmancha, havia reunião onde não faltavam os tradicionais petiscos, como o sarrabulho e as papas de moado, regadas abundantemente com o seu vinho e jeropiga, que ele também preparava.

Talvez pelo horário da sua profissão, nunca deu colaboração ao associativismo, havendo nota de unicamente ter feito parte de uma gerência do Grupo Musical. Era sócio do grupo de amigos “Os Inseparáveis”.

Caderno: Tavaredenses com História

José Medina


Natural de Verride, Montemor-o-Velho, onde nasceu no ano de 1870. Contava 57 anos de idade quando morreu, no dia 26 de Novembro de 1927. Era filho de Joaquim Medina e de Maria da Cruz.

Serralheiro na Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta, veio, com sua mãe e seus irmãos, António e Tobias, morar para o antigo Casal do Rato, quando seu pai faleceu.

Amador teatral e musical na Filarmónica Verridente, logo se integrou no meio associativo figueirense. Casando com a tavaredense Maria Lopes Raposeiro, veio residir para a nossa terra. Era uma família numerosa, pois tiveram cinco filhos: Jorge, João, Gracinda, Joaquim e Manuel. Este último, aliás, um pouco tardiamente, pois já então contava 54 anos. Como nota curiosa, o correspondente em Tavarede de um periódico figueirense noticiou o facto assim: “ O nosso querido sr. José Medina, - o espirituoso Zé Medina – depois de enveredar na idade em que lhe parecia melhor passar à categoria de avô, teve o prazer de encomendar mais um né-né, que lhe chegou a casa há poucos dias. Como não houve, felizmente, qualquer desastre na encomenda, pois mãe e filho se encontram bem, queremos abraçar cordialmente o nosso bom e velho amigo, dando-lhe por conselho – se o permitir – que suspenda tais transacções, visto que elas acarretam muitas despesas e cuidados”.

Entretanto, e para fazer face às despesas familiares, abrira uma barbearia em Tavarede, onde, depois do emprego, atendia a sua clientela.

E continuou entusiasticamente no teatro e na música. Como amador teatral, colaborou representando na Estudantina Tavaredense, na Sociedade Recreio Operário e no Teatro Boa União, estes dois na Figueira, na Casa do Terreiro, com João dos Santos a ensaiar, e na Filarmónica Figueirense. “… humilde rapaz que, no teatro, tem sempre sido alvo das mais entusiásticas e sinceras manifestações de aplauso, das quais é bem digno, pela extrema graça e naturalidade que sabe imprimir a todos os papéis que lhe são confiados”.

Nunca rivalizava os grupos onde representava. Sempre que o convidavam, e desde que estivesse disponível, aceitava o convite. Representou, também, no Grupo de Instrução e, depois, na Sociedade de Instrução até ao ano de 1911, saindo para, juntamente com seu irmão António, fundarem o Grupo Musical e de Instrução Tavaredense, em Agosto daquele ano.

“Um amador dotado de excepcionais faculdades histriónicas, cómico de grande naturalidade e fantasia e que no drama se impunha pelo vigor e verdade da sua representação”, escreveu, a seu respeito, Mestre José Ribeiro.

No Grupo Musical fez parte da secção dramática até à sua morte, desempenhando variadíssimos papéis, encontrando-se diversas referências elogiosas nas críticas da época. Igualmente fazia parte da Tuna, onde tocava violão.

“Após alguns dias de doença, faleceu no pretérito sábado, nesta localidade, o sr. José Medina, ferreiro nas oficinas da Beira Alta. O funeral, realizado no mesmo dia à tarde, foi muito concorrido, seguindo o féretro coberto com a bandeira do Grupo Musical, de que o extinto fora fundador e era, entre os seus amadores dramáticos, um dos mais valiosos elementos…”. O Grupo Musical havia-o homenageado em 1925, descerrando o seu retrato, que está exposto no seu salão.

Caderno: Tavaredenses com História

Raul Martins

Nasceu em Mourão, Évora, em 1891 e morreu na Figueira da Foz, no dia 31 de Janeiro de 1979.
Veio para a Figueira da Foz no ano de 1913, integrado no Regimento de Infantaria 28, aquartelado nesta cidade, onde serviu com o posto de segundo sargento. Fez campanhas em França e em África durante a 1ª. Grande Guerra.

Foi atleta e remador da Associação Naval 1º. de Maio, fazendo parte, como timoneiro, da tripulação que ganhou a “Taça Alzira”. Também colaborou com o Sporting Clube Figueirense, praticando ginástica e tiro, e onde introduziu as modalidades de basquetebol e campismo.

Foi, igualmente, grande entusiasta pelo teatro amador. Escreveu três peças: O Pintassilgo, Mãe Maria e Noite de Santo António. “A peça decorre num meio tipicamente português, tornando-se bastante agradável. E, além de revelar uma apreciável aptidão do seu autor, é de entrecho fácil e profundamente sentimental, tanto do agrado das nossas plateias populares” (Noite de Santo António). Como amador e ensaiador, prestou colaboração em muitos grupos cénicos, tanto da Figueira como de algumas das suas freguesias.

Em Tavarede, foi ensaiador e intérprete no grupo cénico do Grupo Musical e de Instrução Tavaredense. Dotado de excelente voz, foram muito elogiados pela crítica os duetos que cantou com Violinda Medina, especialmente naquelas suas duas últimas peças.

Foi nomeado sócio honorário desta colectividade, no ano de 1928.

No mês de Agosto de 1930, foi realizado “um espectáculo dedicado ao nosso mui digno ensaiador, exmo. sr. Raul Martins, sendo-lhe oferecida uma recordação, não para lhe compensar o seu trabalho valioso, mas para que ele veja nessa simples recordação, a estima e admiração em que por todos nós é tido”.

Quando o Grupo Musical terminou com a sua secção dramática, Raul Martins passou a colaborar com o Grémio Educativo e de Instrução Tavaredense, que teve curta existência. Em 1934, pouco antes de acabar com a sua actividade, esta associação prestou-lhe homenagem descerrando o seu retrato.

Caderno: Tavaredenses com História