sábado, 2 de abril de 2011

CASA SALGUEIRO - 100 ANOS




Não posso dizer que seja um caso de Tavarede. No entanto, sendo um estabelecimento comercial da Figueira da Foz, pertença de familiares tavaredenses, não podia deixar de aqui referir o facto desta casa de fazendas e atoalhados, comemorar ontem, dia 1 de Abril, o seu centésimo aniversário da sua fundação.


Não foram tavaredenses os seus fundadores. Mas eram da nossa terra os dois irmãos que, sendo empregados da casa, adquiriram o estabelecimento, quando do falecimento do seu fundador, José Antunes Salgueiro.


É, sem dúvida, caso raro na Figueira. Igualmente raro, mesmo raríssimo, o facto de um dos irmãos, José da Silva Cordeiro Júnior, começar a trabalhar da casa com 11 anos de idade, tendo falecido recentemente (30 de Dezembro do ano passado) com a idade de 88 anos. 77 anos de uma vida inteiramente dedicada ao mesmo estabelecimento, como empregado e como patrão.



Seu irmão, Raul da Silva Cordeiro, embora menos tempo, também ali trabalhou durante várias décadas.


Ao deixarmos aqui expressos os nossos parabéns e votos de que continue por muitos e bons anos, sob a gerência actual das herdeiros, Otília Maria e Cristina Maria, também queremos lembrar um caso curioso: tendo em conta a sua dedicação à nossa terra e às suas coletividades, aquele estabelecimento era conhecido como a sucursal na Figueira da Sociedade de Instrução Tavaredense.

Tavarede - Desde quando?


Como é costume dizer-se, perde-se na bruma dos tempos a origem de Tavarede.


No vale de S. Paio, junto ao caminho que atravessa o vale desde o Saltadouro até à estrada da Serra da Boa Viagem, existe um rochedo, na margem direita do ribeiro, que, habilidosamente, transformaram em mesa, tendo disposto em volta uns toscos assentos e que, nas tardes quentes do verão, proporcionam, sob a sombra da nespereira enorme, um aprazível local para uma saborosa merenda. É curioso verificar que aquele rochedo é, na verdade, um enorme conglomerado de fósseis marinhos, como certamente por ali haverá outros.


Quer isto dizer que em tempos remotos, todo o vale de S. Paio e a vasta bacia onde posteriormente nasceu Tavarede, se encontrava coberto pelas águas do mar. Certamente que em toda esta zona só estariam a descoberto os pontos mais altos, como a serra que se estende desde o Cabo Mondego até Maiorca, com relevos mais ou menos acentuados.


Outros montes haveria a descoberto. Sabe-se, de fonte segura, que o maciço da actual Serra da Boa Viagem foi zona habitada por animais pré-históricos, os dinossáurios, havendo vestígios das suas pegadas, em especial nas falésias do Cabo Mondego. Havendo animais, caça, é lógico, portanto, admitir que também aqui haveria, desde os mais remotos tempos, a presença do homem que, conforme o mar ia pondo a descoberto novas áreas, por aí se iria estabelecendo, sempre nos pontos mais altos.


“...Toda esta zona se achava integrada no território que constituia a Lusitânia, que primitivamente ficava compreendida entre o rio Tejo, ao sul, e o mar Cantábrico, ao norte. Em toda a Lusitânia há vestígios seguros da existência do homem pré-histórico desde o primeiro período da Idade da Pedra... ...O homem do Paleolítico vivia ao ar livre, em cavernas ou em cabanas de folhagem e ramos, revestia-se de peles de animais e usava instrumentos toscos de pedra lascada: machados, raspadores, furadores, pontas de zagaia, e arpéus feitos de osso ou chifre... ...Os homens do Neolítico, além de usarem instrumentos mais aperfeiçoados de pedra polida, constróem as primeiras habitações fortificadas - castros ou cercas - geralmente no cimo dos montes... ...Nos monumentos megalíticos, dolmens ou antas, e nas grutas neolíticas aparecem, entre os espólios encontrados, armas (machados, facas, pontas de setas), objectos de uso doméstico (agulhas e botões de osso), objectos de adorno (contas de colar de osso, de âmbar, etc.), peças de cerâmica, feitas à mão, por vezes ricas em ornatos decorativos, etc., etc., (História da Civilização Portuguesa).”


Na Gazeta da Figueira de 21 de Setembro de 1895 e a propósito das pesquizas e escavações arqueológicas levadas a cabo pelo ilustre historiador e arqueólogo figueirense, dr. António dos Santos Rocha, publicava-se: “Mais uma descoberta archeologica. No sitio do Crasto, freguesia de Tavarede, que tem sido objecto de várias pesquizas, sem resultados apreciaveis, começam a apparecer fragmentos de cerâmica muito interessantes. Uns apresentam os caracteres das louças Neolithicas da região; e outros assemelham-se ás louças pre-romanas das cividades do Minho. A existencia de toscas fortificações, cujos vestigios são manifestos, e sobretudo a tradição local de que em tempo os homens guerreavam ali á pedrada para a colina fronteira, ao nascente, dão um alto valor a esta descoberta, que vae proseguir-se com excavações regulares”, Posteriormente, no mesmo jornal, refere-se que, no chamado “monte crasto”, no Prazo, foram descobertas as ruinas de uma pequena povoação, toscamente fortificada, que se atribui aos princípios da dominação romana na península, ou seja, aos fins do século III antes de Cristo. Exumaram-se alicerces de habitações, numerosos rebotalhos de cozinha, instrumentos de trabalho e restos de adorno de utensílios domésticos. “...a sociedade fez novas sondagens na parapeito setenptrional do crasto, freguezia de Tavarede, descobrindo restos d’um muro de fortificação, feito de pedra secca, e por debaixo d’elle, alguns fragmentos de louça pintada, como a de Santa Olaya, e nas terras que formam o mesmo parapeito muitos outros fragmentos de louças semelhantes às já recolhidas nos fundos das cabanas do interior do recinto fortificado.


Estes factos indicam que a fortificação fôra levantada pelos proprios homens que deixaram alli os restos das suas habitações, em plena idade do ferro”. (Boletim da Sociedade Archeológica - 1903/1904). Este “monte crasto”, no Prazo, ainda hoje assim chamado, situa-se no limite norte da nossa freguesia, na vertente meridional da serra, e onde começa o vale de S. Paio. Um pouco acima do local onde se encontra o rochedo ao princípio referido. Vários objectos encontrados na região, e que se encontram no Museu Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz, como machados de pedra, atestam o povoamento da região nos longínquos tempos da pré-história. E depois?


Bom. Sabe-se que “a rica documentação neolítica da região e da abundância de dólmenes nas alturas que rodeiam Tavarede (serras de Buarcos - Brenha), onde as espécies dolménicas são numerosas” confirma, como atrás se refere, o povoamento deste território desde os tempos pré e proto-históricos. Um documento dos fins do século XI, situa o local de Tavarede no “Castro Laurelle prope civitas Sancte Eolalie juxta flumen Mondeco”.


Parece, portanto, que aquela zona do actual crasto, no Prazo, se estenderia pela serra até Quiaios e Brenha, e se denominava “castro Lourelhe”, assim chamado nos princípios da nacionalidade. Toda esta região, já antes do século XII, era dominada pelo “notável castelo medieval de Santa Eulália (ou Santa Ovaia), que assentava sobre um fortíssimo castro da idade do ferro” (pelo menos). Sobre Santa Eulália, achamos interessante a transcrição do seguinte apontamento: “foi assim chamado um castelo notável que existiu, com seu domínio, no litoral do Mondego”, situação que o cronista Frei A. Brandão assim descreve:


Este castelo de Santa Eulália... era fortíssimo pelo sítio e acomodado pela abundância da terra a se fazer guerra dele, e por este respeito mui estimado os anos passados, em que servia de freio aos mouros da Estremadura e de escudo à gente cristã. Para o que é de saber que, junto á vila de Montemor-o-Velho, para a parte do norte como um quarto de légua, se levanta uma serra não muito alta, a qual, correndo para o ocidente por algum espaço, fica cercada de campos fertilíssimos e terras mui abundantes. A ponta desta serra, dividida do mais corpo por espaço de cinquenta passos, faz um monte levantado em forma de ilha, rodeado de todas as partes dos mesmos campos. Terá de circuito seiscentos passos, e ficando pela parte do ocidente rocha talhada a pique e pelos outros subida dificultosa. (Grande Enciclopédia Luso-Brasileira).


Foi nesta zona que os Fenícios estabeleceram uma muito importante feitoria comercial, (Séculos XII a V a.C.). Será lógico, portanto, admitir-se que, sendo o local de Tavarede relativamente protegido do mar, embora ligado ao rio Mondego por um esteiro que subia até à povoação, fosse colonizado por aqueles povos, inclusivamente como ponto de vigia contra possíveis invasores vindos do oceano Atlântico, com pretensões de saquearem os seus ricos domínios em Santa Eulália e arredores.


Talvez, posteriormente, todos estes territórios fossem dominados por gregos e cartagineses. Os vestígios, até agora descobertos, ainda não permitem ter uma certeza absoluta de todos os povos que habitaram, durante séculos, a povoação de Tavarede.


Também se não encontra assegurada a origem do topónimo Tavarede. Descenderá o nome de “Tavared” uma muito remota povoação árabe, que existiria nas costas do mar Vermelho? Provirá do radical semita “Tavah” e da desinência latina “Etum” que, combinadas, levaram a “Tavahetum - Tavaretum - Tavarede” ? “Tavah” era o nome que os colonos fenícios e cartagineses, habitualmente famílias, davam aos limites das suas propriedades ou domínios, estabelecidos normalmente nos acidentes orográficos, dominando cada família os terrenos circumvizinhos. Nesta região, e segundo documentos antigos, havia abundantes “Tavahs” e, realmente, Tavarede está rodeada de muitos acidentes orográficos, uns mais elevados que outros. Talvez, por esse facto, tenham resolvido respeitar a designação, embora reunindo todos num só. O sufixo “Etum”, que em português deu “Ede”, era empregado pelos romanos nos substantivos colectivos, representando um determinado conjunto, como, por exemplo, vinhedo. Terá sido esta a origem do nome de Tavarede? A palavra de origem latina “Tabes” significa humedecer, apodrecer, decompor. Tavarede está situada em terras que foram pantanosas, húmidas e doentias. Porventura a antiga Malinária, de que nos falam os antigos e que a situam no território de Montemór-o-Velho (Album Figueirense - 1940).


Não podemos esquecer que o sufixo “Etum”, além de significar conjunto de vinhas, (razão porque a zona de Cantanhede, grande produtora de vinhos, tem tantas povoações igualmente terminadas em “ede”), também significava conjunto de mosquitos ou moscas. Terá sido “Tabes” (terra pantanosa) mais “Etum” (conjunto de mosquitos) a origem do nome de Tavarede?


Bem procurámos, mas não conseguimos encontrar nada sobre auela Malinária. A palavra, por corruptela, deverá derivar de maligna (febre). Será que a nossa terra era assim tão doentia ou insalubre? Também é possível que o topónimo “Tavaredvi”, do século XI, seja um locativo que se relacione com Távora “antigamente Távara” de que tenha derivado. O que se sabe é que a povoação é de origem antiquíssima, tendo sido despovoada pela acção dos muçulmanos que, presume-se, além de terem dado origem ao despovoamento, pela fuga das populações, terão destruido a mesma, incluindo a já então existente igreja de S. Martinho de Tavarede. S. Martinho, um bispo turonense que viveu no século IV d.C., era um dos santos mais populares, razão porque, talvez, tenha sido nomeado padroeiro de Tavarede, sendo já referido no século XI como o orago da vila de Tavarede. Sobre este Santo posteriormente nos debruçaremos e acabemos, por aqui, as nossas divagações.


(Tavarede - Terra de meus avós - 1º.)

sexta-feira, 25 de março de 2011

CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO



O Convento de Santo António, que pertenceu aos religiosos reformados da Ordem de S. Francisco, foi fundado por Frei António de Buarcos, monge franciscano, em 1527, com o auxílio de António Fernandes de Quadros, senhor de Tavarede, que ofereceu os terrenos precisos para a construção do edifício e da cêrca e ainda algum dinheiro.

D. João III também concorreu com valiosos donativos. A História Seráfica diz do local onde foi edificado:

“ O sítio (que pertence ao couto de Tavarede, e na jurisdição do cabido da Sé de Coimbra) é muito alegre e aprazível, com a vista do mar e da terra, dos quais elementos logram as atenções humanas deste assento, dilatadíssimos espaços.

Os ares são frescos e saudáveis; a fábrica do Convento muito conforme com a pobreza do nosso estado; a cêrca ampla e frutífera; a devoção dos povos estranhável e muito caritativa.”

Como sucedera à Igreja Matriz, todo o edifício chegou a estar muito danificado, ao princípio do século XVIII. As obras de reparação, que alteraram também a frontaria, ficaram concluidas em 1725.

Com a extinção das ordens religiosas (1834), e depois de várias instâncias junto do Governo, foi o convento entregue à Câmara Municipal para nele se instalarem os Paços do Concelho, escolas primárias e um hospital.

A parte destinada a hospital e os terrenos da cêrca, passaram ao domínio da Misericórdia em 12 de Dezembro de 1839. Mais tarde, a parte do prédio que a Câmara demolira até aos alicerces, para fazer os edifícios municipais, foi também entregue à Santa Casa por troca com um terreno desta instituição que oferecia melhores condições para o referido fim.

Desta transacção resultou a ampliação do hospital.


(Aspectos da Figueira da Foz - Turismo 1945)
Nota: Foto retirada da Internet

MARINO DE FREITAS FERRAZ

Nasceu em Tomar no ano de 1911, filho de João da Guia Ferraz e de Emília Couceiro de Freitas. Casou com a tavaredense Eugénia de Oliveira Silva (1919-1999), filha de João Augusto da Silva e de Maria Oliveira Silva, de quem teve um filho, Dagoberto.

Era comerciante em Tomar, onde fixaram residência, após o casamento. Regressou à Figueira, dedicando-se ao comércio de sapataria, como gerente da Sapataria Elite, na Figueira, que sua esposa herdara de António Broeiro.

Colaborou activa e intensamente com a Sociedade de Instrução Tavaredense, de que foi dedicado director durante várias gerências.

Na década dos anos quarenta, do século passado, iniciou nesta colectividade as “Festas da Pinhata”, que alcançaram grande prestígio e tinham sempre farta concorrência. Foi um dos elementos mais esforçados da comissão das obras de remodelação e ampliação da Sociedade, inauguradas em 1965.

Faleceu, com 65 anos de idade, em 20 de Setembro de 1976. Nos últimos anos, havia-se dedicado à restauração, tendo aberto um restaurante na Figueira da Foz.

“… Sempre que se verifica o falecimento de um dos nossos sócios, ele constitui para nós um motivo de tristeza pela perda de um familiar da nossa SIT. Permitam-nos, por tal motivo, que neste acto chamemos a atenção da digníssima Assembleia para a obra que o falecido Marino de Freitas Ferraz que, com a sua coragem e espírito de iniciativa, levou a cabo a obra da sede da nossa Associação, pedindo que para ele seja aprovado um voto de profundo pesar e que seja guardado um minuto de silêncio em sua memória”, lê-se no relatório da colectividade de 1976.

Sua esposa, Eugénia, foi elemento do grupo cénico da Sociedade de Instrução durante o período de 1935 a 1939, participando em peças como O Sonho do Cavador, A Cigarra e a Formiga, Justiça de Sua Majestade, A Morgadinha de Valflor, Entre Giestas, etc.

Caderno: Tavaredenses com História

JOSÉ JOAQUIM BORGES

Nasceu na Figueira a 6 de Junho de 1814 e morreu no dia 2 de Junho de 1891.

Filho de Jacinto Pereira Borges, fez os seus estudos no Seminário de Coimbra, não chegando a ordenar-se padre, embora tenha recebido ordens menores e, por diversas vezes, fez pregações no púlpito da Igreja de S. Julião, da Figueira, quando se comemoravam acontecimentos políticos importantes com cerimónias religiosas.

Matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1838, formando-se no ano de 1843. Exerceu advocacia na Figueira da Foz durante cerca de 48 anos.

Dotado de um vigoroso espírito combativo, entrou para a Associação Comercial, levando à saída da mesma os Silva Soares, fundadores daquela instituição.

Foi colocado, durante o período “cabralista”, à frente da Câmara Municipal em 1847, e, como presidente da comissão administrativa, manteve-se no posto até 1851. Voltou à presidência da Câmara nos anos 1858/1859, 1860/1861, 1868/1869 e 1870/1871. Também foi, por mais de uma vez, procurador à Junta Distrital. Era Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Em 1871 publicou um folheto, com 36 páginas, a que deu o título de “Exposição Política a Sua Majestade El-Rei, por José Joaquim Borges, bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Advogado, Cavaleiro da Ordem de Cristo e actual presidente da Câmara Municipal da Vila da Figueira”.

Nesta publicação apresentava soluções para os grandes problemas nacionais, versando matérias como administração, instrução, agricultura, obras públicas, marinha mercante, administração colonial, Tribunal de Contas, etc., num total de 20 temas. O escrito foi bastante ridicularizado pelos seus opositores, especialmente os locais.

Era proprietário da quinta mais tarde designada por “Vila Robim”, que, por sua morte, foi herdada por seu sobrinho João António da Luz Robim Borges, que a transformou numa quinta modelar.

Caderno: Tavaredenses com História

JOAQUIM SEVERINO DOS REIS


Nasceu em Tavarede em 1888, filho de António Severino dos Reis e de Clementina Rodrigues. Casou em Setembro de 1910 com Etelvina de Oliveira Tondela (falecida em Maio de 1977, com 90 anos), e tiveram quatro filhos: José Joaquim, Fernando, Estrela e Carmina. Faleceu no dia 1 de Novembro de 1932, com 44 anos de idade.

Carpinteiro nas oficinas da Beira Alta, na Figueira, era vulgarmente conhecido por Joaquim Terreiro.

Frequentou a escola nocturna fundada por João dos Santos e pelo dr. Manuel Cruz, iniciando-se no palco num espectáculo realizado em 1902 pelos alunos desta escola. Fez parte do Grupo de Instrução e da Sociedade de Instrução Tavaredense.

Em Agosto de 1911 adere à iniciativa dos irmãos Medina e é um dos fundadores do Grupo Musical e de Instrução Tavaredense, fazendo parte do seu grupo dramático durante vários anos.

Foi eleito, por diversas vezes, para os corpos gerentes desta colectividade. Igualmente foi membro da 1ª. Comissão Paroquial Republicana, eleita em Abril de 1911.

Caderno: Tavaredenses com História

Carlos Rodrigues dos Santos


Tavaredense, filho de Emídio Rodrigues Pinto e de Maria Jesus Silva Freitas, faleceu no dia 25 de Setembro de 1986. Casou com Clementina Fernandes, tendo um filho, João Carlos.

Operário na Companhia dos Caminhos de Ferro, desde muito novo que se dedicou à música.

Tocou
na Tuna do Grupo Musical e, fazendo parte do conjunto “Ginásio Clube”, da Figueira, foi convidado, em Janeiro de 1939, para regente da Tuna e para formar uma orquestra privativa para a colectividade, que abrilhantasse os bailes e festas ali a realizar.

Ensaiou e dirigiu a Tuna numa deslocação feita ao Buçaco, no dia 18 de Maio de 1939, quinta-feira de Ascensão. Foi a última actuação da Tuna fora da terra. Nesse verão, ainda foram abrilhantar as festas populares que realizaram na Chã, mas já fez o serviço muito incompleta.

Conseguiu organizar um conjunto musical que abrilhantou alguns bailes no Grupo Musical, mas teve escassos meses de existência.

Foi colaborador musical da Sociedade de Instrução e, pelos anos cinquenta do século passado, quando fizeram reviver o Rancho dos Potes Floridos do 1º. de Maio, foi o ensaiador da música acompanhante.

Sua esposa, Clementina, fez parte do grupo de amadores da Sociedade de Instrução, onde actuou entre 1924 e 1930, participando nas operetas Noite de S. João, Grão-Ducado de Tavarede e A Cigarra e a Formiga, entre outras. A SIT concedeu-lhe o diploma de sócia honorária em 1929.

Caderno: Tavaredenses com História