Vicente Ferreira esteve à frente do grupo dramático desde Fevereiro de 1911 até ao dia 24 de Maio de 1915. Não se sabe quais os motivos que levaram à sua saída, mas, num apontamento seu, escreveu “despedi-me”.
As primeiras peças, ensaiados por ele, foram representadas em 15 de Abril de 1911. O drama, em 4 actos, “Jocelin, o pescador de baleias” e a comédia, em 1 acto, “Um rapaz distraído”, agradaram em absoluto. “Os amadores, bem ensaiados, desempenharam os seus papéis com a maior correcção e os merecidos aplausos não lhe faltaram”, escreveu-se na ocasião.
Entretanto, um pouco antes, pelo Carnaval, houve um espectáculo apropriado. Entre as comédias apresentadas, destacou-se “À procura do badalo!”, alusiva e crítica a casos locais, que “... fez rir e tiraram partido Arménio Santos, que foi muito comido por Carriça; José Tondela, a perfeita Monaça, de pernas empanadas e chávena na mão; e Jaime Broeiro, imitando a camisola do Escaldado, teve, com a piada “o ás de copas” e “o chouriço para a Carriça”, a plateia em constante hilariedade” diz um crítico local, que terminava referindo “a orquestra, sob a regência do maestro Medinita, executou belos trechos de música”.
Recordamos esta notícia por dois motivos. Primeiro, para dizer que Antónia Carriça, acima referida, era uma tavaredense que, cavadora de profissão, se vestia como os homens e trabalhava a seu lado, quer na sementeira de couves ou flores, quer na dura tarefa da cava das vinhas. De manhã, juntava-se aos companheiros, na taberna, para o tradicional “mata-bicho” e, fumando o cigarrito de tabaco de onça, que ela mesmo enrolava, acompanhava-os, enxada ao ombro, para o local do trabalho, sempre bem disposta.
O outro motivo é que, pela data, se verifica que ainda se não havia dado a cisão do grupo de amadores e dirigentes que, abandonando a Sociedade de Instrução, fundaram, naquele ano, o Grupo Musical e de Instrução.
Vicente Ferreira continuou com a sua tarefa. Foram várias as peças ensaiadas e representadas, recordando nós, somente, “A Tomada da Bastilha”, “O Judeu”, “A Cabana do Pai Tomás” ou “A mãe dos escravos”, “João José”, “O Voluntário de Cuba”, “Falsa Adúltera” e “Amor de Perdição”. E deixemos, aqui, nota dos principais componentes do grupo. Maria Eugénia Tondela (que casou com o pintor António Piedade), Luciana Fadigas, Ana Rola e Felismina de Oliveira, na parte feminina, e Vicente Ferreira, José da Silva Ribeiro, António Graça, António e Jaime Broeiro e Francisco Carvalho, nos homens.
As primeiras peças, ensaiados por ele, foram representadas em 15 de Abril de 1911. O drama, em 4 actos, “Jocelin, o pescador de baleias” e a comédia, em 1 acto, “Um rapaz distraído”, agradaram em absoluto. “Os amadores, bem ensaiados, desempenharam os seus papéis com a maior correcção e os merecidos aplausos não lhe faltaram”, escreveu-se na ocasião.
Entretanto, um pouco antes, pelo Carnaval, houve um espectáculo apropriado. Entre as comédias apresentadas, destacou-se “À procura do badalo!”, alusiva e crítica a casos locais, que “... fez rir e tiraram partido Arménio Santos, que foi muito comido por Carriça; José Tondela, a perfeita Monaça, de pernas empanadas e chávena na mão; e Jaime Broeiro, imitando a camisola do Escaldado, teve, com a piada “o ás de copas” e “o chouriço para a Carriça”, a plateia em constante hilariedade” diz um crítico local, que terminava referindo “a orquestra, sob a regência do maestro Medinita, executou belos trechos de música”.
Recordamos esta notícia por dois motivos. Primeiro, para dizer que Antónia Carriça, acima referida, era uma tavaredense que, cavadora de profissão, se vestia como os homens e trabalhava a seu lado, quer na sementeira de couves ou flores, quer na dura tarefa da cava das vinhas. De manhã, juntava-se aos companheiros, na taberna, para o tradicional “mata-bicho” e, fumando o cigarrito de tabaco de onça, que ela mesmo enrolava, acompanhava-os, enxada ao ombro, para o local do trabalho, sempre bem disposta.
O outro motivo é que, pela data, se verifica que ainda se não havia dado a cisão do grupo de amadores e dirigentes que, abandonando a Sociedade de Instrução, fundaram, naquele ano, o Grupo Musical e de Instrução.
Vicente Ferreira continuou com a sua tarefa. Foram várias as peças ensaiadas e representadas, recordando nós, somente, “A Tomada da Bastilha”, “O Judeu”, “A Cabana do Pai Tomás” ou “A mãe dos escravos”, “João José”, “O Voluntário de Cuba”, “Falsa Adúltera” e “Amor de Perdição”. E deixemos, aqui, nota dos principais componentes do grupo. Maria Eugénia Tondela (que casou com o pintor António Piedade), Luciana Fadigas, Ana Rola e Felismina de Oliveira, na parte feminina, e Vicente Ferreira, José da Silva Ribeiro, António Graça, António e Jaime Broeiro e Francisco Carvalho, nos homens.
Entretanto, a 6 de Fevereiro de 1912, teve lugar a estreia da primeira revista sobre Tavarede. “Na Terra do Limonete”, em 2 actos e seis quadros, da autoria de João dos Santos e musicada porGentil Ribeiro. Era “uma revista de costumes locais”. A crítica teceu-lhe bastos elogios, referindo “... fazer uma revista de costumes de Tavarede, terra pequena em que escasseia o assunto e há, sobretudo, o receio de melindrar as personalidades atingidas, não é tarefa fáci
E aqui deixamos um pequeno recorte sobre uma festa que, colaboradores da Sociedade, realizaram “... na eira do sr. João Gaspar de Lemos, que se achava lindamente ornamentada, produzindo também deslumbrante efeito a iluminação à veneziana e a acetilene. Cantando e dançando ao s
Fotos: 1 - Programa da 1ª representação de 'Na Terra do Limonete' - 1912; 2 - Grupo feminino na opereta 'Os Amores de Mariana - 1914; 3 - Grupo masculino na mesma opereta.
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